Produção de orgânicos sofre com falta de dados

AGROLINK - Leonardo Gottems
Publicado em 31/01/2024 às 08:38h.

A produção orgânica no Brasil enfrenta a carência de dados oficiais, apesar da presença de tecnologias como Inteligência Artificial e startups dedicadas à coleta de informações. Ao contrário dos Estados Unidos e Argentina, que possuem bancos de dados acessíveis ao público, no Brasil, a diretora técnica da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Sylvia Wachsner, aponta um crescimento recente na produção orgânica, mas destaca a falta de precisão sobre números, culturas e regiões exportadoras.

“Há muitos anos, a SNA vem cobrando do Ministério de Agricultura (MAPA), responsável pelas estatísticas e dados do setor orgânico, a atualização da planilha com estas informações. Tivemos, por meio da Câmara de Orgânicos MAPA, algumas reuniões, mas nada foi para frente”, afirma.

A coordenadora do CI Orgânicos destacou que o Brasil exporta diversos produtos orgânicos para os EUA, provenientes de estados como Pará, Bahia, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, Amazonas, Goiás, Santa Catarina, São Paulo, entre outros. No entanto, ela ressaltou a injustiça de depender das informações do Ministério de Agricultura dos EUA para conhecer as empresas brasileiras exportadoras, mencionando que a base de dados norte-americana fornece detalhes como telefones, e-mails, origem dos produtos, certificadoras e nomes dos produtores envolvidos nas exportações.

“Os produtores participam das feiras com o intuito de adquirir conhecimento, mas também de fechar negócios, porém esbarram na falta de dados gerais sobre a atividade. Além disso, o poder público não tem como monitorar e nem avaliar o resultado dos investimentos realizados ao subsidiar a participação desses agricultores familiares. Alguma medida precisa ser tomada pelo governo federal”, finalizou a diretora técnica da SNA.

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